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As primeiras locomotivas utilizadas nas ferrovias brasileiras, eram inglesas e ostentavam, como era costume na Inglaterra, nomes de personalidades ou de regiões. As que faziam parte do material rodante da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II, quando da sua nauguração, foram denominadas de "Imperador", "Imperatriz", "Paulista", "Mineira", "Fluminense", "Brasil", "Progresso" e "Indústria". No relatório de 1862, a diretoria da Estrada mencionava a existência de 13 locomotivas, todas de procedência inglesa. A partir de 1864, quando Cristiano Ottoni desenvolvia a conquista da Serra do Mar, já apareceram as locomotivas americanas, nove ao todo, incluindo as que foram fabricadas pela "Baldwin Locomotive Works", de Filadélfia, tipo tanque, com oito rodas motrizes. Houve elementos anatômicos favoráveis ao uso do material americano no Brasil, entre eles a chaminé-balão para dar maior segurança à queima da lenha como combustível, evitando as fagulhas, os limpa-trilhos, além da caixa de areia para permitir maior aderência. Elas se adaptavam perfeitamente às condições de tráfego no Brasil, daí o aumento de seu número. Foi a época da popularidade das "Brooks", das "Mallet", das "Consolidation", das "Pacific", das "Mogul", das "Ten Well" e outras. Em 1882, para um total de 115 locomotivas, 95 já eram americanas e as restantes inglesas, alemãs, e algumas belgas. Em 1876, assinalava-se a primeira baixa do material rodante, após 18 anos de sua inauguração, - sete locomotivas inglesas, as primeiras vindas para a ferrovia, foram desativadas.
Uma locomotiva move-se, arrastando todo o trem, porque suas rodas comprimem os trilhos, dando origem a uma força de tração que deve ser superior à força da inércia do mesmo. Por isso, as rodas são tão numerosas e grandes. Quanto maior o número de eixos motores e, conseqüentemente, de rodas, maior será a força de tração. São três os tipos de rodas de uma locomotiva. Na parte da frente ficam as rodas-piloto, que não recebem impulso direto do motor; são pequenas e deslizam facilmente pelas curvas, servindo de guias para as outras. A seguir, vêm as rodas motrizes acopladas e, por fim, as pequenas rodas portantes, cuja função é a e sustentar a pare posterior da máquina. Toda locomotiva pode ser classificada pelo número de rodas de sua combinação (Sistema Whyte). A numeração 4.6.2, por exemplo, significa 4 rodas-piloto servindo de guias, 6 rodas motrizes acopladas e duas portantes, que suportam o peso da fornalha.
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